TV Câmara: Caso Protógenes-VEJA
No site da TV Câmara encontrei este interessante vídeo de um debate entre os jornalistas Leandro Fortes (Carta Capital) e Jailton de Carvalho (O Globo). De forma equilibrada e chamando à atenção alguns princípios do bom jornalismo, ambos questionam a qualidade, as motivações e o jogo de interesses envolvidos nas denúncias de supostas ilegalidades cometidas pela Polícia Federal e pela ABIN na Operação Satiagraha, nas tentativas de desmoralização do delegado Protógenes Queiroz, na CPI dos Grampos e no comportamento da imprensa, em geral. Clique aqui para assistir.
Escrito por VT às 16h38
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Onde houver certeza que eu semeie a dúvida.

Pra ser sincero, de forma nenhuma me convence esse recente surto moralizador do senador pernambucano Jarbas Vasconcelos contra a corrupção enraizada no seu partido, o PMDB, a horrorizar a mídia nacional, subitamente informada da existência da devassidão na vida política brasileira. É claro que só um demente para desconhecer a importante contribuição do PMDB na manutenção do fabuloso edifício de corrupção, clientelismo, fisiologismo e, acima de tudo, chantagem política do quadro partidário brasileiro. Mas, se levarmos em consideração que o senador é dos mais ativos prosélitos do apoio do seu partido ao governador paulista José Serra dentro daquela minoria peemedebista alcunhada de banda tucana e que, por esse mesmíssimo motivo, não anda lá muito prestigiado no PMDB e nem na política do seu estado, fica muito difícil ignorar o nauseabundo cheiro de oportunismo político a arrimar a sua atitude, bem como a ensurdecedora intenção de melar um possível apoio do partido ao candidato de Lula nas próximas eleições presidenciais. Ainda mais quando tal manifestação de indignação se utiliza das páginas da VEJA, revista de solertes antecedentes éticos e nítido viés político-partidário em quase tudo que publica. Assim, assomam na mente inarredáveis dúvidas: o honrado senador faria tal escarcéu se o PMDB apoiasse uma eventual candidatura ou um eventual governo de José Serra? Por que o mesmo não usou o trombone moralizador ao tempo do governo FHC quando o seu partido, já entrado em anos de práticas imorais, apoiava maciçamente o governo pessedebista? E o indispensável mea culpa por todos esses anos de conivência, onde está?
Escrito por VT às 12h44
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