O Governo Brasileiro instalou um sistema de medição e controle de abalos sísmicos para cobrir todo o país. Poucos dias após entrar em funcionamento, o Centro Sísmico Nacional descobriu que haveria um grande terremoto no Nordeste. Assim, enviou um telegrama à delegacia de polícia de Icó, no Ceará, com a seguinte mensagem:
"Urgente. Possível movimento sísmico na zona. Muito perigoso. 7 na escala Richter. Epicentro a 3km da cidade. Tomem medidas e informem resultados."
Uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama que dizia:
"Aqui é da Polícia de Icó. Movimento sísmico totalmente desarticulado. Richter tentou fugir, mas foi abatido a tiros. Desativamos as zonas. Todas as putas estão presas. Epicentro, Epifânio, Epicleison e os outros cinco irmãos estão detidos. Não respondemos antes porque teve um terremoto da porra aqui."
Os gênios modernistas que trocaram um palácio por um chafariz e a besta do general
Soube, pelo Liberdade Digital, que a centenária Estação Ferroviária de Parangaba, inaugurada em 1873 com o nome de Arronches e ameaçada pela obras do Metrofor, foi, em boa hora, tombada como patrimônio histórico e cultural pela Prefeitura de Fortaleza. O tombamento encerra uma disputa entre o Comitê Pró-tombamento da Estação de Parangaba (CPEP) e a prefeitura, de um lado, e a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, responsável pelas obras do metrô, o governo do estado e uma parte dos moradores do bairro do outro. Estes últimos alegavam que o prédio estava servindo, tão somente, como covil de marginais. Por hora, as obras do metrofor, naquela área, vão permanecer paradas até que se encontre uma solução definitiva para o problema do trajeto do metrô.
Toda esta história me faz lembrar do desventurado Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal no Rio de Janeiro. Construído em 1904 para ser o "Pavilhão Brasil" na Exposição de Saint Louis, teve o seu projeto premiado pelo júri desta. Pela primeira vez, uma obra da arquitetura brasileira era reconhecida internacionalmente. Foi desmontado e reconstruído no Rio para sediar a "Terceira Conferência Panamericana" em 1906. Tornou-se sede da Câmara dos Deputados em 1914 e do Senado Federal em 1925. Em 1970, teve o seu pedido de tombamento negado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN). O caminho estava livre para os seus algozes. Em 1976, foi criminosamente derrubado, por ordem do governo militar do Gen. Ernesto Geisel, apesar de toda a intensa campanha movida pela sociedade civil da época para a preservação do belíssimo prédio. Os engenheiros do metrô carioca até que colaboraram. Redesenharam o trajeto do túnel para que os trilhos contornassem o palácio. Tiveram até a delicadeza de proteger as suas fundações para que a sua estrutura não fosse abalada pelas obras. Tudo em vão. A decisão foi parar nas mãos do símio gaúcho que mandava no Brasil naquela época. Ele não hesitou. Mandou por tudo abaixo. E os motivos? Sabe-se lá! Como era época de ditadura militar, não se pôde investigar a fundo toda a história. Provavelmente, foi mais uma tentativa do regime de acabar com a memória política da cidade. Outros dizem que tudo não passou de mesquinha vingança do ditador Geisel que, no passado, havia sido preterido numa promoção que acabou favorecendo o filho do engenheiro militar que projetou o prédio, Francisco Marcelino de Souza Aguiar. Ressalte-se, ainda, que o jornal “O Globo” patrocinou a virulenta campanha pela demolição do edifício, apoiada por meia dúzia de arquitetos “modernosos”, entre eles, Lúcio Costa. Este chegou até a passar abaixo-assinado pelas associações de arquitetos pedindo a demolição. Um dos argumentos dos “gênios” era que o palácio não tinha nenhuma importância arquitetônica ou histórica (!) e que, no seu lugar, um jardim com chafariz ficaria muito melhor (!!!). Incontáveis são as atrocidades cometidas por arquitetos modernistas contra a estética, a harmonia e o conforto das grandes cidades do Ocidente.
Pois bem. Hoje, na Praça Mahatma Gandhi, próxima à Cinelândia, ergue-se, apenas, um prosaico e triste chafariz a marcar o local onde, outrora, se erguia o majestoso prédio histórico. Atualmente, quem passa de metrô pelo local pode sentir uma leve curva, resultado dos esforços dos engenheiros para salvar o palácio. Monumento melancólico a celebrar a estupidez de uma gente presunçosa e besta, incapaz de acolher a beleza e que se julga apta a moldar a memória histórica de um povo. E, pior ainda, de governá-lo. No entanto, só conseguem fazê-lo ao gosto dos seus preconceitos, da sua vaidade e da sua mesquinhez. Quase sempre resulta em desastre.
A Lena, minha esposa, que é jornalista, vez por outra me repreende por eu, na opinião dela, implicar com a imprensa nativa além da conta. No que eu discordo peremptoriamente. O jornalismo brasileiro, em geral e até por razões atávicas, é muito ruim, interesseiro, farsante e merece todos os sopapos que vem levando nos últimos tempos com o intuito de fazê-lo tomar tento. Nada mais do que didáticas chicotadas em prol da verdadeira democracia.
Vejam, por exemplo, o interessantíssimo artigo, publicado na Folha do dia 22/01, onde o ex-ministro da Saúde Adib Jatene põe a descoberto toda a verdade sobre esta suposta “epidemia” de febre amarela a grassar no país e trombeteada pela mídia hipócrita.
Ocorre que existem duas formas da doença: a forma urbana, da qual não existe nenhum registro de caso no Brasil desde 1942, e a forma silvestre, endêmica nas regiões de risco e que é impossível de ser erradicada, a não ser que se derrubem todas as matas e florestas das áreas endêmicas com todos os seus macacos, raposas, gatos-do-mato e bichos similares. Por esta razão, o Ministério da Saúde vem, sistematicamente, vacinando as populações dessas regiões.Nos últimos 12 anos, mais de 60 milhões de pessoas já foram vacinadas. Neste período, tivemos 349 casos com 161 óbitos. Nos anos de 1999, 2000 e 2003, ocorreram, respectivamente, 76, 85 e 64 casos com 29, 40 e 23 mortes. Pergunta o renomado físico: “Por que, nesse período, não ocorreu a transmissão da forma urbana?” Ele mesmo trata de responder:
“As razões são três: em primeiro lugar, o número de doentes com febre amarela silvestre no mesmo espaço urbano e ao mesmo tempo é muito pequeno, o que reduz significativamente a chance de infectar o mosquito Aedes aegypti; em segundo lugar, é preciso alta concentração de mosquito, ao redor de 40% de infestação, o que corresponde a 40 habitações em cada 100 com a presença do mosquito, segundo a OMS, para que seja possível a transmissão da febre amarela; e em terceiro lugar, porque temos altos índices de cobertura vacinal na área endêmica, portanto, sem susceptíveis em número suficiente para sustentar uma transmissão.
A concentração do Aedes aegypti nas cidades brasileiras onde ocorre a dengue não ultrapassa, em média, cinco domicílios infestados em cada 100, suficiente para transmitir a dengue devido ao número alto de doentes, mas absolutamente insuficiente para transmitir a febre amarela urbana.”
Tudo isto, associado ao fato de que os doentes que procuram as cidades, em busca de tratamento médico, rapidamente evoluem para a cura ou para o óbito, torna a transmissão urbana da doença um fato improvável. Portanto, não há motivo para as pessoas, que residem fora das áreas endêmicas ou que não pretendem se deslocar para alguma delas, se apavorarem e lotarem os postos de vacinação, esgotando os estoques de vacina e prejudicando as pessoas que realmente têm necessidade de se vacinarem.
Agora, pergunto eu: por que a imprensa brasileira, só agora, armou este bafafá em torno da febre amarela, ignorando os casos e as mortes dos anos e das décadas anteriores? Por que os belicosos chefes de redação, que gostam tanto de contar os casos e os óbitos atuais, não mandam os seus repórteres verificarem a incidência e os óbitos dos últimos 50 anos, por exemplo? Por que a nossa “injustiçada” mídia não informa suficientemente o distinto e apavorado público? Será porque a história do “causaéreo” já deu o que tinha de dar? Ou porque não têm mais caído aviões na cabeça do atual governo petista? Por que se calam diante da dezembrada que rejeitou a CPMF, rareando os recursos para a saúde?
Volto a repetir. Esta mídia, que insistentemente se diz defensora da liberdade de imprensa, se bate, apenas, pelo “direito” de não informar adequadamente e de deturpar os fatos ao gosto dos patrões e dos seus títeres nas chefias de redação. De minha parte, vou continuar implicando.
Assinantes da Folha e do UOL podem ler o artigo do Dr. Adib Jatene aqui.
Cearense se encontra em todo lugar. Dizem que quando os norte-americanos chegaram na lua pela primeira vez, já havia um cearense lá, fazendo as honras da casa com umas doses de "Ypioca" com limão. Seria este, até hoje, o mais bem guardado segredo militar do governo dos EUA. Por sua vez, um antigo e vetusto político do Ceará dizia que o cearense é um povo que se acredita no centro do mundo. Este divertido texto, de autoria desconhecida, satiriza muito bem a nossa megalomania.
Todo mundo sabe que os cearenses estão por toda parte. Em geral, o cearense é aquele sujeito baixinho que é o guardador de carro em São Paulo, o chefe de um restaurante na Madison em Nova York, o designer que bolou o logo da Eurocopa em Portugal, ou mesmo um borracheiro no interior da China. O que pouca gente sabe é que, na verdade, isso é uma bem arquitetada jogada que visa a plantar gente nossa em postos chave da administração mundial. Quando estivermos prontos, será deflagrada a grande tomada de poder e meu conselho é que você fique imediatamente amigo ou amante de um cearense, pois sabe como é: pros amigos tudo, para os inimigos, a lei!
Tomaremos o poder a partir de uma senha pré-estabelecida, que só um cearense saberá o significado oculto. Aos berros de “Queima raparigal!”, as hostes de cabeças-chatas invadirão os parlamentos e palácios, além de todos os jornais e redes de TV do mundo livre.
Ninguém desconfiará que Francisco das Chagas, humilde faxineiro da CNN, futura afiliada da TV Diário, na verdade, é um professor do ITA que rapidamente conectará a rede de Atlanta para nossos propósitos. Invadiremos e tomaremos o Estado de Pernambuco, vamos dinamitar a refinaria que eles nos tomaram e vamos construir outra lá no Pecém. Também vamos extinguir os times Náutico, Santa Cruz e Sport Recife.
Elegeremos um papa cearense, Raimundo I, que canonizará Padre Cícero e determinará que, daí por diante, em todas as igrejas católicas, a hóstia seja feita com macaxeira, farinha, rapadura, alternadamente ou os três ingredientes juntos. O vinho será uma cachacinha de primeira misturada com Q-SUCO de uva. Essa simples bula papal fará com que a economia do Ceará dê um salto. O único problema é achar uma mitra que caiba na cabeça chata do papa, mas nós cearenses sabemos improvisar: Raimundo I usará uma fronha de travesseiro enquanto se encomenda outra.
A literatura de cordel ganhará status de arte maior e Clodoaldo Mastrúcio ganhará o Nobel de Literatura com seu livrinho “A moça que engravidou do cavalo e a besta da sua mãe”.
Nas artes plásticas, as garrafinhas com areia colorida, os quadros de Xico da Silva e as esculturas de Zé Pinto irão ocupar alas e alas do Louvre. Para arranjar espaço, todas aquelas velharias do Turner vão para o museu de Aracati. A Monalisa fica, pois na avaliação de Serotônio Macêdo, novo curador do museu, ela é uma ”cabôca danada de aprumada”
O novo Secretário Geral da ONU será Seu Lunga, que resolverá o conflito Israel/Palestina doando vastas extensões do sertão cearense pros brigões. A ata de doação será concisa e formal. Nas suas palavras: “Magote de fio d'uma égua, bando de mulambeiros, a terra é seca do mesmo jeito e o mar é da mesma cor. Deixem de botar boneco que vocês nem vão notar a diferença e o Ceará ainda é maior que aquela tripinha de Gaza
” .
A famigerada música cearense tomará o mundo. Numa revanche histórica, as aberturas das novelas globais terão trilha sonora dos seguintes artistas: novela das seis, Belchior, das sete, Raimundo Fagner, das oito, Aviões do Forró.
Vamos aperfeiçoar o Oscar. Bolaremos uma categoria que premiará o melhor filme de cangaço, a melhor cena de amor numa jangada e o melhor mocotó. O cruzamento mais famoso do Brasil não mais será Ipiranga com Av. São João e sim Barão do Rio Branco com Liberato Barroso.O jornal do 10 será transmitido para todo o mundo com as seguintes notícias: O rodeio será substituído pela vaquejada; Coca-cola pela água de côco; Garota de Ipanema por Garota da Barra do Ceará; Praia de Copacabana por Praia do Futuro; Fla x Flu por Ceará e Fortaleza, Real Madrid por Ferroviário; Central Park por Parque do Cocó; As torres gêmeas, que já foram destruídas mesmo, por Palácio do Progresso; as melhores faculdades européias pelo Liceu do Ceará. Demitiremos Gugu Liberato e Faustão e colocaremos em seus lugares João Inácio Jr e Ênio Carlos; Roberto Carlos por Babau do Pandeiro; Funk por Xaxado; Disneylândia por Beach Park; Av. Paulista por Bezerra de Menezes; Canecão por Siará Hall; escolas de samba por quadrilhas juninas; Chiclete com Banana por Mastruz com Leite.
Colocaremos alguns cearenses nas presidências dos principais países tais como:
França: Cid Gomes (pela “delicadeza” de seus gestos); Cuba:Inácio Arruda;
Argentina: Débora Soft (ela é burra mesmo e eu quero mais é que a Argentina se exploda).
A primeira ministra da Inglaterra será Luizianne Lins.
A capital do Brasil será Fortaleza. A capital do mundo ainda será Nova York, mas a gente vai rebatizá-la de Nova Quixeramobim e vamos trocar aquela estátua cafona por uma enorme estátua da Índia de Iracema.
Yeah! Não vejo como o plano possa falhar, pois cada vez mais nossos agentes se espalham pelo Brasil e pelo mundo todo. Só nos resta esperar, de preferência no fundo de uma rede, enquanto as engrenagens giram por si. Adeus e até a vitória!
Como sou modesto, quero para mim apenas um título de nobreza e umas terras anexas, de preferência o município de Caucaia que é vizinho da capital e tem belas praias E que nosso "Padim Pade Ciço" esteja com todos nós!
2. Cinema nacional (onde os filmes são ruins e as entrevistas ótimas, além do mais, só funciona na televisão)
3. Revista VEJA
4. A memória de ACM
5. Tasso Jereissati
6. João Gilberto
7. Rede Globo
8. Axé music
9. Forró eletrônico
10. Música sertaneja
11. Solista de jazz (algo semelhante ao craque que parasse o jogo para fazer embaixadas)
12. Por falar nisso, solo de bateria (que coisa chata!)
13. Praia
14. Sol
15. Calor
16. Neoliberais
17. Toda essa gosma religiosa que grassa na mídia embrutecendo os espíritos e enevoando as inteligências
18. Direita americana, aliás, qualquer direita
19. Heloísa Helena, PSOL e toda a esquerda prevaricadora que não tem escrúpulos em se aliar ao que há de pior na política brasileira
20. Brasília
21. Governo JK (por ter construído Brasília)
22. Carlos Lacerda e os atuais neolacerdistas cretinos
23. Ronaldinho Gaúcho (uma lástima!)
24. Fortaleza (uma cidade sem memória histórica, culturalmente pobre e que vem herdando todos os defeitos do Rio e de São Paulo sem nenhuma das suas vantagens)
25. João Paulo II
26. Bento XVI
27. Diogo Mainardi (o maior exemplo de que o crime compensa)
28. Reinaldo Azevedo (o maior sofismador que surgiu na imprensa mundial desde que Gutenberg inventou o prelo)
29. Buchada e panelada (o sujeito pode até não estar comendo merda, mas está bem pertinho...)
30. Caetano Veloso comentando qualquer assunto (depois falam do Pelé...)