Por motivo de viagem para um congresso e aproveitando para tirar umas férias, provavelmente não atualizarei o blog até a minha volta em 01/10. Até breve!
Em vários artigos neste blog, tenho eu discutido a inarredável tendência dos nossos gestores públicos para colocar, em suas decisões e atitudes, os interesses privados à frente do interesse público. Sim, caríssimos leitores, o estado brasileiro funciona, verdadeiramente, como uma alcova indecente onde os interesses econômicos e financeiros copulam despudoradamente com a burocracia interesseira e imoral da administração pública, gerando, assim, decisões que, geralmente, acabam por incorrer em prejuízos para a nação. Tudo alcaiotado pelos interesses político-partidários. Isso se faz notar, de forma mais evidente, no estrato federal da administração pública por conta, entre outras coisas, da maior dificuldade de controle por parte do cidadão-eleitor.
Vejam, por exemplo, o caso da Dra. Clara Takai Brandão, médica-pediatra, que, nos idos da década de 70, criou uma fórmula nutricional barata e extremamente eficiente para a recuperação de crianças desnutridas. Tal fórmula, denominada multimistura e composta de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim, permitiu, nos últimos trinta anos a redução das taxas de mortalidade infantil no país através do trabalho da Pastoral da Criança. No período de 1999 a 2004, a multimistura disseminou-se pelo país através do Programa da Merenda Escolar, levando, nesse período, à redução da taxa de óbitos infantis em 13%.O composto tem até vinte vezes mais ferro e vitaminas C e B1 e é 121% mais barato do que os similares industrializados. Atualmente, a fórmula da doutora é adotada em 15 países.
Pois bem. Tudo vinha muito bem até que, segundo a revista “Isto É” desta semana, alguns “geniais” burocratas do Ministério da Saúde resolveram dar a sua importante contribuição para o festival de incompetência que assola o país e, simplesmente, decidiram cortar a multimistura da merenda escolar para, em seu lugar, colocar os produtos das multinacionais, no caso, aquela gororoba da Nestlé chamada Mucilon e as farinhas lácteas desta fábrica suíça e da Procter & Gamble.
Os motivos? Claro, que as nossas autoridades não se julgam na obrigação de esclarecê-los como se depreende da declaração do Ministro Temporão que afirmou, na maior cara lisa, que não é obrigado a adotar a fórmula da Dra. Takai.Discordo Senhor Ministro. A obrigação existe na mesma medida em que o interesse público deve ser sempre levado em conta quando se trata de adotar políticas públicas de maior eficiência e com menores custos para os cofres da viúva. Do contrário, o gestor estará incorrendo em crime.
Enfim, não é difícil imaginar a verdadeira natureza do segredo desta alcova onde a cidadania e o interesse público são quase sempre violentados ao sabor da viabilização da lucratividade corporativa. E nós, eleitores e pagadores de impostos, é que acabamos arcando com a conta do lupanar
O nosso senador mustelídeo anda a rasgar as vestes por conta da importante contribuição da bancada governista na absolvição do famigerado Renan Calheiros. Ou seja, o PT é o único culpado. A mídia folgazona não tardou a encampar tal interpretação. No entanto, o pedante senador e a grande imprensa fazem questão de varrer para debaixo do tapete outra verdade irrefutável: a oposição, incluindo pessedebistas e pefelistas do DEM, compareceu com pelo menos dez votos na quota dos quarenta que absolveu o presidente do Senado. Fica claro, então, que, para o oportunista senador cearense, a tragédia ética que revoltou o país, mais do que um motivo para reflexão, crítica e reparo dos sórdidos mecanismos que norteiam o funcionamento das duas casas, é mais uma excelente oportunidade para fazer uma fezinha politiqueira no embalo da indignação da opinião pública.
FHC, o empolado ex-presidente, decretou, em entrevista à revista Piauí do último mês, que “o Brasil acabou”. Lindinho ele, não? Enlevam-se os articulistas e jornalistas sabujos que transigem com o papel de aríete dos interesses da grande mídia e da elite. E para embasar a constatação do fim dos nossos 500 anos de triste história, o nosso ex, do alto do seu Olimpo de “única oposição no Brasil”, ainda declarou:
“Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí. A saúde melhorou, a educação melhorou e aos poucos a infra-estrutura se acertará. Mas não vai haver nenhum espetáculo de crescimento, nada que se compare à China ou à Índia. Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo”.
Pergunto eu: se as coisas estão melhorando, como é que o Brasil acabou? Porém, tem mais:
“Quais são as instituições que dão coesão à sociedade ? Família, religião, partido, escola. No Brasil, tudo isso fracassou”.
Sugiro ao “preclaro estadista’” que pergunte a algum representante da elite tupinambá a razão de tal fracasso. Ou, quem sabe, a VEJA aproveite o mote e publique alguma “reportagem” sobre a falência, no governo Lula, do grande legado da nossa elite: as, antes “sólidas”, instituições brasileiras.
Ao sair da área de espera dos viajantes da classe econômica e encaminhar-se para a sala VIP, não se intimidou perante o entrevistador:
“E eu sofrendo no meio do povo à toa”.
Ato falho?Não à toa, a direita brasileira, que trata FHC a rococós e rapapés, vive a reclamar do programa bolsa-família, essa indecência, segundo os seus arautos de botequim, que sustenta a preguiça do povão.
Mas, como boa parte do conservadorismo golpista brasileiro, o sociólogo acaba, quase sempre, por me fornecer motivos para o riso. O que acontece quando se compara as declarações acima com o que o ex-presidente declarou à revista Economist recentemente:
“Nós estamos indo em direção a uma sociedade de classe média mais rápido do que podíamos imaginar 20 anos atrás.”
“Minha aposta é que estamos atravessando a porta de entrada (dessa sociedade de classe média).”
Ou seja, o príncipe afina o discurso de acordo com o tipo de público ao qual se dirige. Para o deleite da elite grosseira, mal-educada e golpista da Pindorama, consegue ser mais boquirroto do que... como é mesmo o nome dela? Ah! Heloísa Helena, e anuncia a proximidade do fim dos tempos, com direito a choro e ranger de dentes. No entanto, para os endinheirados da Europa e dos EUA comemora o encaminhamento do país ao clube dos civilizados. Óbvio que sem esquecer que foi no seu governo que os trilhos do progresso foram assentados. Quem quiser que acredite e pague para ouvir. Desse modo, assegura, nos dois lados, a fartura de convites para palestras a US$ 40 mil cada, pelo menos.
Volto a afirmar: FHC, responsável por um dos piores governos que o Brasil já teve desde a chegada de Tomé de Sousa às praias baianas em 1549, consegue ser pior como ex-presidente do que como presidente.
Quer saber quem mais comemora aniversário com você? Na página “Projeto Vip” você pode satisfazer a sua curiosidade. Basta clicar no link “pesquisa dia/mês” e selecionar a data do seu natalício. Assim você descobrirá quais são os famosos que compartilham o seu aniversário. Além disso, você também descobrirá quais celebridades morreram nos mesmos dia e mês. No meu caso (24 de maio), compartilho a feliz data com Jean Paul Marat, Gen. Antônio Sampaio, Rainha Vitória (chique, hein?), Bob Dylan (legal!), Priscilla Presley, José de Abreu, Alfred Molina, Rosane Cash, Luiza Brunet (opa! Sempre soube que tínhamos algo em comum...), John C. Reilly e Vivianne Pasmanter. Que tal? Nada mal, né não? Já no obituário, a minha data de aniversário coincide com os passamentos de Nicolau Copérnico, Robert Gritter Von Greim e Duke Ellington (uma pena! Gosto muito dele). Vejam só: descobri que hoje é o aniversário do celebérrimo tanzaniano Farokh Bommi Bulsara. Como??? Não sabem de quem se trata??? Puxa vida! Freddie Mercury, ora, ora, pois, pois...
Voltei! Depois de mais de dez dias tentando apartar a briga do Vista com a minha placa de rede, consegui, enfim, que o problema fosse resolvido. Definitivamente... espero (tratando-se de Windows, nunca se sabe).De qualquer modo, a minha irrelevante opinião sobre o produto da Microsoft já foi muito bem expressa no “post” do dia 18 de março do corrente (http://olatego.zip.net/arch2007-03-01_2007-03-31.html). E após os dissabores com o novo sistema operacional da Microsoft, ela continua mais firme do que nunca: NÃO RECOMENDO! Pode ser muito bonito e cheiinho de funções (que você nunca vai usar!), mas, trava do mesmo jeito que as versões anteriores (nem vem que não tem! A configuração do meu PC é da melhor qualidade!*) e, mais grave, é pleno de incompatibilidades com vários hardwares e programas que porventura existam no PC. Putz! Só eu sei o que eu passei...
* Pra quem tiver curiosidade: 1 GB de RAM, Processador Athlon Dual Core 4200+ e 160 GB no HD.